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domingo, 12 de setembro de 2010
Remorso
Uma abelha rainha havia se apaixonado por um zangão. Eles se uniram e reinaram toda a colmeia. Viveram muito tempo juntos, até que a rainha descobriu que o zangão estava traindo-a com outra. Ela ficou arrasada. Apesar de já ter percebido a descoberta, o traidor agia normalmente. A rainha sofreu por um longo período. Continuava vivendo com o zangão, como se nada tivesse acontecido. Ao menos era o que parecia. Ela seduziu-o e o matou em seus aposentos. Achou que resolveria. Que aquela dor iria embora. Mas não foi. Ainda assim, precisava fazer alguma coisa. Não deixar que isso acontecesse novamente. Nem com ela, nem com ninguém. Pensou bastante. Decidiu o que faria. Dessa forma, convocou uma reunião apenas entre as abelhas. Zangões não podiam participar. Logo, todos eles foram colocados para fora. Os que tentaram entrar foram mortos. Desde então, foi decretado que, após o acasalamento com a rainha, os zangões deveriam ser expulsos e mortos.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Tragédia épica
Um bravo guerreiro desejava a mão da filha de um rei muito poderoso. Então, seguiu até o palácio do reino e se apresentou ao velho homem. Para convence-lo, contou-lhe detalhadamente todas as suas aventuras, como agiu corajosamente onde ninguém agiria e sua sabedoria diante de enigmas desafiadores. A moça, que estava ao lado do pai, ficou um tanto impressionada. Já o senhor, não se convenceu.
Quando o jovem estava para desistir, o fidalgo o interrompeu e propôs um desafio. O aventureiro deveria subir até o topo de uma montanha, localizada no reino inimigo, e trazer um item especial daquele lugar como um presente a ele. Porém, durante a jornada, ele não poderia matar ninguém. Imediatamente o moço se dirigiu ao lugar. Encontrando-se com oponentes, enfrentava-os e derrotava-os, obedecendo a regra da proposta. Chegando ao local, logo encontrou o que procurava. Apesar de não ter informações do que era, reconheceu-o. Tratava-se de uma flor raríssima, encontrada apenas naquela região. Arrancou-a e voltou para o palácio.
Encontrou-se com o ancião, contente em sua vitória. Mas, ao entregar o presente, o velho reagiu de forma inesperada. Mandou que prendessem o homem e o executassem. Desesperado, o guerreiro indagou ao rei a razão do tumulto. Respondeu que a regra foi quebrada. O acusado afirmou não ter matado um só ser durante todo o percurso. O sábio virou-se e disse-lhe: “É aí que te enganas. Tiras-te a vida da flor. Não se deve tirar a vida de nada, não importa quão singelo ou trivial algo seja. Todos tem direito a vida. Se não chegasse com a flor morta, teria a mão de minha filha. Como fez o oposto, que se case com a morte!”. Assim, o prisioneiro foi levado e morto, refletindo no erro que cometeu.
Quando o jovem estava para desistir, o fidalgo o interrompeu e propôs um desafio. O aventureiro deveria subir até o topo de uma montanha, localizada no reino inimigo, e trazer um item especial daquele lugar como um presente a ele. Porém, durante a jornada, ele não poderia matar ninguém. Imediatamente o moço se dirigiu ao lugar. Encontrando-se com oponentes, enfrentava-os e derrotava-os, obedecendo a regra da proposta. Chegando ao local, logo encontrou o que procurava. Apesar de não ter informações do que era, reconheceu-o. Tratava-se de uma flor raríssima, encontrada apenas naquela região. Arrancou-a e voltou para o palácio.
Encontrou-se com o ancião, contente em sua vitória. Mas, ao entregar o presente, o velho reagiu de forma inesperada. Mandou que prendessem o homem e o executassem. Desesperado, o guerreiro indagou ao rei a razão do tumulto. Respondeu que a regra foi quebrada. O acusado afirmou não ter matado um só ser durante todo o percurso. O sábio virou-se e disse-lhe: “É aí que te enganas. Tiras-te a vida da flor. Não se deve tirar a vida de nada, não importa quão singelo ou trivial algo seja. Todos tem direito a vida. Se não chegasse com a flor morta, teria a mão de minha filha. Como fez o oposto, que se case com a morte!”. Assim, o prisioneiro foi levado e morto, refletindo no erro que cometeu.
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