Durante as compras no mercado, resolvi levar um bom bom. Entrei na área açucarada e escolhi o menos abatido. Reparei no tamanho enorme da fila do caixa, mas não desisti. Peguei e aguardei.
A paciência era uma anã. Os minutos andavam mais devagar que o usual. Pensei no doce como uma recompensa no final da longa jornada. Me concentrei apenas nele. Ignorei a linda moça do outro lado da rua; a mosca que trombou no meu ouvido; a desgostosa “música” que vinha de fora; o momento em que todos paramos porque deu um problema na máquina, que logo foi resolvido; a conversa desinteressante entre duas senhoras sobre uma tal de “vizinha”.
Chegou a minha vez. A mulher, desanimada, passou a mercadoria e disse o preço. Paguei e saí. Enfim, o momento de saborear meu chocolate. A hora que tanto esperei desde o início daquela marcha. E na ansiedade de puxar as extremidades do embrulho para abri-lo, escorregou e caiu na boca de lobo.
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domingo, 13 de fevereiro de 2011
sábado, 4 de dezembro de 2010
Mudança de "vida"
E assim foi ela...
Acordar morto de sono. Me arrumar. Pular o café da manhã, pois não era a fome que me matava no momento. Ir para a escola com os olhos meio abertos. Dizer olá para os amigos, tão mortos quanto eu. Morrer de tédio ao ouvir um professor falando, e de rir com as piadas internas durante as conversas na sala. Ver outro entrar morrendo de raiva da aula anterior e querendo matar os alunos que atrapalharam sua aula. No intervalo, matar a fome, que demorou a aparecer. A sede as vezes morria junto. Depois era passar as últimas aulas morrendo de vontade de sair logo de lá. Me despedia dos colegas, voltava para casa, ficava por um tempo e partia para algum curso. Chegar de noite em casa. Encontrar a mãe morta por saber que o marido só chegaria tarde da noite. Esperar com ela, que morria de preocupação. Até entrar ele, mais uma vez morto de tanto trabalhar. Ela o seguia, e já que eu não precisava mais estar lá, ia dormir, aguardando por mais um dia de mortes.
Foi bom enquanto durou. Agora devo morrer por outros motivos.
Acordar morto de sono. Me arrumar. Pular o café da manhã, pois não era a fome que me matava no momento. Ir para a escola com os olhos meio abertos. Dizer olá para os amigos, tão mortos quanto eu. Morrer de tédio ao ouvir um professor falando, e de rir com as piadas internas durante as conversas na sala. Ver outro entrar morrendo de raiva da aula anterior e querendo matar os alunos que atrapalharam sua aula. No intervalo, matar a fome, que demorou a aparecer. A sede as vezes morria junto. Depois era passar as últimas aulas morrendo de vontade de sair logo de lá. Me despedia dos colegas, voltava para casa, ficava por um tempo e partia para algum curso. Chegar de noite em casa. Encontrar a mãe morta por saber que o marido só chegaria tarde da noite. Esperar com ela, que morria de preocupação. Até entrar ele, mais uma vez morto de tanto trabalhar. Ela o seguia, e já que eu não precisava mais estar lá, ia dormir, aguardando por mais um dia de mortes.
Foi bom enquanto durou. Agora devo morrer por outros motivos.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Sentindo...
Nunca a conheci. Não sei da existência dela. Mesmo assim anseio por nosso encontro. Quero achá-la. Abraçá-la. Sair com ela mais uma vez. Lembro de observarmos as estrelas. A lua. De Passearmos fantasiados, não nos importando com o que pensassem. Compartilharmos flores. Assistirmos um anime tomando sorvete de menta. Me preocupo com ela. Imagino como terrível seria perdê-la. Prometo jamais abandoná-la. Estou a cada dia mais apaixonado por minha desconhecida amada.
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