quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Incêndio - parte 2

Antônio acordou e notou que a namorada não se encontrava na cama. Júlia estava na sala, tomando leite e assistindo desenho. Disse “Bom dia!” e sentou no sofá.

– Tive um sonho ótimo! - falou a moça, entusiasmada.

– Sobre o que? - perguntou o dorminhoco.

– Fogo.

– E isso é um sonho “ótimo”?!

– Eu fiquei excitada. Você sabe que eu adoro fogo. Não existe algo mais lindo.

– Você e sua obsessão por fogo. - ele observou a bagunça do quarto - Se isso te excita tanto, vou acender uma fogueira da próxima vez que transarmos.

– Besta... - Júlia terminava sua bebida - Ligaram dando notícias sobre o corpo. Foi identificado. É mesmo o tal do Roberto.

– Entendo. É hora de darmos mais uma visita ao Dr. Pedro.

A primeira vez em que os investigadores visitaram o médico foi em razão do sequestro do menino. A situação agora era outra.

– Vocês de novo?! - reclamava o doutor, com os olhos lacrimejando.

– Vejo que recebeu a notícia. - dizia Júlia.

– Recebi. E daqui a pouco o verei, portanto, sejam rápidos.

– Certo - concordou Antônio - Conhece alguém com motivos para matar seu filho? Alguma pessoa que não gostasse dele, ou do senhor?

– Não. Dificilmente conversava com ele. Ficava no hospital o tempo todo. Acabei deixando-o de lado. E agora... se foi.

Pedro começou a chorar na frente deles.

– Nós o deixaremos em paz. - a detetive tentava consolá-lo - Sentimos muito por sua perda.

Enquanto saía, um pensamento passou pela mente de Antônio.

– Vocês estudaram naquela escola, não estudaram?

– Estudamos. - contava Júlia - Na mesma turma por várias vezes. Porém, não éramos tão próximos.

– Consegue lembrar de alguém daquela época que fosse contra o atual doutor?

– Desculpe, não.

– Isso dificulta as coisas. Vamos para a delegacia e...

– Vá você. - interrompeu ela - Voltarei para casa. Tenho uns assuntos a serem resolvidos. Mais tarde eu apareço por lá.

– Tudo bem. Nos vemos depois.

O detetive se despediu e seguiu seu rumo. A investigação não andava bem. Nenhuma digital ou vestígio do assassino foram encontradas na cena do crime ou no bilhete que ele deixou. Sem falar na falta de suspeitos. Não havia um. Enquanto trabalhava, um policial se aproximou.

Detetive, acabamos de receber um chamado...

– Do que se trata?

– Um incêndio.

– E eu tenho cara de bombeiro?

– Não, senhor. Mas acontece que é na residência do doutor Pedro.

4 comentários:

  1. Esse enredo da samba hein??? Rsrsrs, muito bom cara, mas eu to sentindo que vai ter a parte 3 hein!!! RSRSRS

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  2. Seu msn é algo como inspetor no meio de vários sublinhados? É esse o e-mail que vc usa pra comentar no meu blog, então eu adicionei esse.
    Bom texto, abraço.

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  3. Gostei do jeito ameno e sedutor ao leitor com que este conto e o anterior foram finalizados.

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