sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Incêndio - parte 3

As chamas cobriam a casa. Antônio não conseguia contatar Júlia. Os bombeiros atiravam água com suas mangueiras. Após apagarem o fogo, o investigador entrou. Não encontrou o médico lá dentro. Estaria no hospital? Decidiu procurá-lo. Chegando no local, perguntou pelo doutor. Disseram não tê-lo visto desde manhã. O detetive ficou preocupado. Sabia que o incêndio não foi acidental. Entretanto, nenhum dos vizinhos viu alguém estranho entrando ou saindo da residência. Na delegacia, falaram que o Dr. Pedro não apareceu para o reconhecimento do corpo. “Isso é mau.” pensava ele.
Incomodava-se também com a parceira. Ela não atendia o celular, nem o telefone residencial. Foi até o apartamento dela. Tocou a campainha. Duas. Três vezes. Sentiu cheiro de algo queimando. Arriscou girar a maçaneta. A porta estava aberta. O odor vinha do banheiro. Dentro do box, um cadáver em chamas. Antônio apressou-se em ligar o chuveiro. Brevemente, o líquido esfriou o defunto. Notou um bilhete sobre a pia. Nele, um endereço, acompanhado de um recado: “ Venha, ou ela ficará como seu amigo aí”.

2 comentários:

  1. Cara esse incendiário tá demais!!! O que será que vai acontecer com a policial??? E agora??? Só no proximo né??? rsrsrs

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  2. Olha até aqui eu suspeitava da namorada dele...agora não sei de mais nada...

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