RP-6 terminava de recarregar suas energias. Saiu da cápsula e colocou o uniforme branco do DPI. Saindo do quarto, viu Diana observando a foto de uma mulher de jaleco na parede.
– Você deve sentir muito a falta dela, não? - disse a bruxa, virando-se para o robô.
– Ela me ajudou todo o tempo. Me sinto agradecido por ter construído a mim.
– Sente?
– Defeitos...
– Talvez esses “defeitos” existissem em você sempre. Apenas levou um tempo para aflorá-los. Esses sentimentos.
– Então, tudo não passa de uma função oculta do meu sistema?
– Pode ser. Se ela não tivesse morrido... Minha mãe também sente saudade. Eu jamais imaginei uma bruxa ter uma amizade tão forte com uma cientista. Os únicos amigos dela eram a Renata e um outro cara. O homem sumiu, restando somente sua criadora. Não sei porquê, minha mãe não gostava de falar no tal do homem que foi embora. - Diana pôs a capa e pegou a bolsa - Vamos?
– Sim.
O ruivo abriu um portal e os dois entraram. Pararam no cômodo empoeirado da última vez, quando Thiago resgatou Kamila. A maga abriu a porta lentamente e checou o corredor. Ninguém. Andaram sorrateiramente pelo edifício, procurando por pistas. De uma vidraça, encontraram o que parecia a área principal do prédio. Várias pessoas, hipnotizadas, trabalhavam na construção de uma máquina. Ao redor, guardas bem armados.
– Thiago, Olhe! - Diana apontava - É ele!
– Quem? Onde?
– O Anônimo! Bem ali. - por mais que a maga apontasse, o robô via apenas uma viga e dois seguranças.
– Não vejo ele.
– Como não? Está bem ali, entre aqueles dois guardas.
Thiago ia responder, porém percebeu não estar mais no mesmo local. Um ambiente esbranquiçado. Inúmeras caixas brancas formavam as paredes e o teto. Algumas brilhavam de cores diferentes a cada momento, formando um breve show de luzes.
– Bem vindo, RP-6. - falou uma voz.
Virando-se, o robô se deparou com um homem engravatado, num sobretudo negro, usando uma máscara demoníaca. Debaixo da capa negra, uma katana.
– Anônimo. - disse Thiago, fitando-o seriamente.
– Não se preocupe. Sua parceira está bem. Deixei uma ilusão sua e minha para distraí-la.
– Onde estou?
– Na Câmara de Iluminação. Aqui medito.
– Como encontrou esta dimensão desconhecida.
– Eu a criei. Era o único jeito de me esconder do DPI.
– Nós pensávamos que você se escondia na Terra.
– Vocês me encontrariam facilmente por lá. E mesmo criando uma dimensão nova, aqui está você, determinado a me impedir.
– Sim. Um dos seus servos tentou abusar de uma garota que eu conheço.
– Peço desculpas. Se serve de consolo, já puni meus seguidores por tais atos. Não acontecerá novamente. - o mascarado ajeitava a gravata.
Thiago tentou desferir-lhe um golpe, mas o homem rapidamente desviou e o golpeou com a bainha da espada. O garoto ficou imóvel.
– Não tente me impedir. O futuro de todos nós depende disso. E não pense que é o único a sentir falta da Renata. Agora vá. Sua amiga o aguarda. Em breve um novo deus surgirá, trazendo salvação a todos. Um deus sem nome. - Thiago sentiu sua consciência se esvaindo e apagou.
Hm...isso aqui está ficando cada vez mais intrigante. Ainda bem que agora vamos saber um pouco sobre a origem do Thiago^^
ResponderExcluirAnonimo, Não ta com cara de Grande Vilão!
ResponderExcluirSabe que até parece um roteiro de animê. Ao menos, eu estava aqui imaginando que essa história ficaria legal numa versão animada. Ei, a nona parte da minha fic aqui: http://emyhouse.blogspot.com/2011/06/eu-lirico-episodio-9-marisa.html
ResponderExcluirImpressionante...
ResponderExcluirMas me diz, você vai fazer os desenhos dos personagens? Ia ficar bacana, rs... Agora eu decidi continuar com minha história... haha Tem um tempão que não escrevia, estava sem inspiração... Daí ontem escrevi o quarto capítulo da série Fragmentos de um Coração. http://ronaldofilho1988.blogspot.com/p/coracoes-fragmentados.html