Já fazia um tempo. No começo achou que fosse apenas impressão. Mas depois estava evidente que aquele homem realmente a estava seguindo. Parecia familiar. Lembrava de tê-lo visto no trabalho. Foi lá que tudo começou. No começo, o estranho apenas a observava. Então passou a segui-la também. Nas ruas, a mulher não tinha um momento de paz. Não importa o que fizesse, o infeliz se impregnou na cabeça dela. O que ele queria afinal? Estaria tão apaixonado a ponto de persegui-la? Não. Devia ser algum psicopata. Vigiando e analisando sua vítima até encontrar uma oportunidade e dar o bote. Certa noite, ela foi atravessar para a outra calçada. Distraída, tropeçou enquanto um carro se aproximava em alta velocidade. O veículo brecava inutilmente. E no que parecia o último momento de todos, ela sentiu alguém a puxando. Era o perseguidor. Salva por aquele homem, ela sentiu-se realmente atraída por ele. Talvez ele até sentisse o mesmo com aquela ação. Perguntou-o:
– Por que me salvou?
– Ora, muito simples - disse ele - Porque EU que vou matá-la.
Com a mão enluvada, sacou uma arma e atirou na moça. Largou a arma. Pegou um pirulito. Desembrulhou-o. Colocou na boca e saiu calmamente da rua.
Muito bom o texto!
ResponderExcluirUm contraponto interessante entre vilões e mocinhos. Que herói...
ResponderExcluirO melhor herói é esse aí! Sensacional, Fê. Bela sacada.
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