Cláudia estava contente. Encontrou Bia e Sofia deitadas na cama, abraçadas. Ou seria Bárbara dormindo junto da loira? Provavelmente as duas ficaram mais próximas na noite anterior. Despertaram e desceram para tomar o café da manhã. A mulher saiu para resolver os negócios antes pertencentes a mãe de Bianca.
– Onde está a Clauclau? - perguntou a morena.
– Ela tem uma reunião com os antigos sócios da minha mãe. - respondeu a pequena - Sofia...qual a sua primeira lembrança?
– Hum, sei não. Eu lembro de umas pessoas lambuzadas com um suco vermelho. Depois andei pela cidade, sem rumo.
– Não se lembra de mais nada?
– Não.
– Ahn... - Cláudia falou com ela sobre esse dia, quando começaram as trocas de personalidade da Bárbara. Sofia nem reconhecia as pessoas mortas naquela data, mesmo que fossem seus pais. Apesar de agora se dar bem com a moça noturna, Bia ainda percebia uma certa tristeza nos olhos dela ao conversarem. Por que ela se culpava tanto? Afinal, foi seu pai o assassino de Maria.
– Sabe o que é mais estranho? Também não lembro o que faço durante a noite. E outra, eu tenho 6 anos e sou maior que você. Sou quase da altura da Clau Clau. Como isso?
– Vai saber, né. - óbviamente Sofia não se lembraria. Ao anoitecer ela era outra garota. A verdadeira dona daquele corpo. O que isso fazia dela? Um fantasma? Uma mentira? Desconhecendo a sua inexistência, a moça conduzia sua vidinha infantil e alegre, indiferente de ser real ou não - A Cláudia vai demorar. Vou jogar vídeo game.
– Eu também!
– Você nem sabe como se joga.
– Ué, eu aprendo.
– Só quero ver.
Cláudia voltou para a mansão. Já havia anoitecido. Na escadaria, viu Bia sentada nos degraus, chateada.
– Aconteceu alguma coisa? - disse preocupada.
– Ela ganhou de mim...com o Blanka. Perdi minha honra. E pensar que eu usava o Ryu. - a menina abaixou a cabeça, decepcionada.
– Hein?!
– Da próxima vez uso o Akuma. Duvido ela me vencer novamente.
– Olha...eu vou subindo, tudo bem?
– Tá.
Antes de ir no escritório, decidiu passar no quarto de Bárbara.
– Está aí? - perguntou, batendo na porta.
– Sim. Só um minuto. - a garota apressadamente guardou algo e abriu a porta. - Em que posso ajudar?
– Apenas checando. Fazendo o quê? Ouvi um barulho e...
– Não é nada.
– Sei. Bom, se precisar, estou na minha sala.
– Certo.
Cláudia ficou curiosa sobre o que a moça escondia. Até Bianca foi impedida de entrar. A morena dizia estar ocupada. A criança então jogou vídeo game de novo, disposta a praticar e vencer Sofia. Cansada do “treino”, resolveu dormir. Na sua cama encontrou um boneco de tecido, provavelmente feito a mão e recentemente. Ao lado, um bilhete: “De Bárbara para Bia, minha querida irmãzinha”.
– Como ela fez isso tão rápido? - feliz com o presente, deitou-se e dormiu.
Sinto que cada vez que leio um capítulo dessa história fico mais confusa....Ou será que é a história que está ficando estranha? Dupla personalidade...um assassinato...O que mais?
ResponderExcluirA última parte do conto "O executivo" já foi publicada (leia e saiba o que aconteceu com Gordon): http://emyhouse.blogspot.com/2011/04/o-executivo-ultima-parte.html
Nossa essa trama ta q tá, achei interessante o boneco de tecido, me lembrou voodu, rsrsr
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